Terça-feira, Dezembro 08, 2009

«Amália hoje» na ARENA D'ÉVORA

Nuno Gonçalves descreveu o projecto «Amália hoje» como «uma pedrada no charco», e que o convite para este projecto por parte da Valentim de Carvalho que lhe deu total liberdade para mostrar que Amália Rodrigues foi uma artista pop como Portugal não voltou a ter mais.

Para esta homenagem, Nuno Gonçalves deixou de fora a guitarra portuguesa e deu sangue novo ao repertório da fadista, recorrendo à guitarra eléctrica, bateria, programações, sintetizadores e a uma formação de orquestra.

Sobre as vozes escolhidas, Nuno Gonçalves explicou que Sónia Tavares, Paulo Praça e Fernando Ribeiro se complementavam no objectivo de evidenciar segurança a cantar, respeito pelas letras e uma interpretação que soasse genuinamente portuguesa.


"Amália Hoje" já vendeu mais de 60.000 cd's e é triplo platina.

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Por isso encosta-te a mim



Enquanto ouvia esta música a passar, pensava na sensação estranha de como alguém entra musicalmente na nossa vida! Foi o que aconteceu comigo e com o Jorge Palma.


Estávamos para aí nos anos 80 quando ouvi pela primeira vez “O Bairro do Amor” foi a partir daí que ganhei outra perspectiva, daquilo que há de solitário e marginal nas canções do Jorge Palma, e de alguma forma mais sobre mim. O Jorge trazia-me o conforto das palavras e as linhas melódicas que a música e as canções devem ter.


Ele, já trouxe muita gente para perto de si! Gente com muita vontade de abrir portas no panorama musical, gente que fez ressoar novos acordes na música e o gosto de cantar em português.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

09-09-09

A combinação numérica única representada pela data 09-09-09 desta Quarta-feira, provocou uma onda de “ses” em todo mundo.

Poucas vezes na minha vida, eu disse aquilo em que acredito, ou se acredito.


Esta data só voltará a repetir-se daqui a mil anos.


Até lá, feche os olhos, encontre-se consigo mesmo e viva a vida descontraidamente.

- 40 Anos depois da sua dissolução os BEATLES apresentam a sua obra musical com nova remasterização.


Portugal ganhou na Hungria por 1-0 no apuramento para o Mundial 2010 África do Sul.

- Diana Chaves desfila no ÉVORA MODA 2009.


-E os Blasted Mechanism fecharam o programa de animação “À Noite nas Piscinas”, em Évora.


Foi assim! que eu olhei para esta Quarta-feira 09-09-09.

Segunda-feira, Agosto 03, 2009

"DELFINS" O fim de uma carreira


“Delfins” terminam carreira ao fim 25 anos.

Depois do concerto inserido no certame "Ruas Floridas", na vila do Redondo, no último fim-de-semana, conversei com Miguél Ângelo dos “DELFINS”.

“Viemos aqui tocar para toda esta gente, sem lamechices, ou saudosismos, isto para nós é uma festa! E 25 anos de carreira é uma boa marca, para podermos partir para outras experiências e projectos”, foi assim que Miguél Ângelo respondeu à minha pergunta, “porquê o fim da banda?”

“A nossa música atravessou gerações! Hoje vimos pais e filhos a assistir aos nossos concertos e aquilo que vai ficar para a história são as nossas músicas”, acrescentou o vocalista da banda. Um concerto onde se pôde ouvir “Um só céu”, “A queda de um anjo”, “Ao passar um navio”, “Saber amar”, “A cor azul”, “Bandeira” e “A baia de Cascais”, sendo que todas elas irão marcar a “pop” portuguesa.

Para esta última digressão, a banda de Cascais escolheu como lema. “25 Anos 25 músicas e um abraço”; será a última vez que Miguel Ângelo, Rui Fadigas, Luís Sampaio, Jorge Quadros e Mário Andrade se juntarão em palco como “Delfins”, sendo que no dia 31 de Dezembro está agendado um grande concerto na mítica baía de Cascais, onde a banda acaba à meia-noite.


Até sempre, com a “pop” dos Delfins.

Segunda-feira, Junho 29, 2009

À Conversa com Luis Represas na Arena d'Évora

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Sábado, Junho 20, 2009

"XINTI" Uma ponte entre África e a Europa

SARA TAVARES na ARENA D’ÉVORA

Foi neste Festival Internacional de Música de Évora “Tocar de Ouvido”, que começou quinta-feira em Évora, que Sara Tavares apresentou ao público eborense presente na Arena o seu novíssimo trabalho “Xinti” (SENTE).

Uma espécie de convite a sentirmos uma Sara Tavares que cresce e se desenvolve, um talento que nos surpreende em todas as vertentes do seu novo trabalho. Ela leva-nos a sentir a sua música, que nos revela novas facetas da sua lusofonia.

Já tinha passado a primeira meia hora de concerto, quando Sara Tavares decidiu testar os dotes vocais dos eborenses. Ladies, Madames, Senhoras, Mulheres, para um lado, Homens, Cavalheiros e Gentlemen para o outro, Sara deu as indicações dos seus lamirés e as coisas saíram num coro perfeito, para a música de Balancé; o público presente não regateou os seus aplausos, o que levou a cantora a dizer que gostava muita da nossa cidade, onde tinha alguns amigos.
A apresentação de “Xinti” mostrou-nos uma sonoridade onde as suas raízes cabo-verdianas e o seu amor pela música são a confirmação de uma cantora-compositora que poderá fazer a ponte entre África e a Europa, assumindo, assim, a sua lusofonia de que tanto gosta. O concerto chegava ao fim, Sara Tavares pedia-nos para “XINTI” (Sentir) a música com que se despedia, “Bom Feeling” e até a dançar. Foi um privilégio falar e estar com a Sara Tavares, que de uma forma simples, contribuiu para criar uma verdadeira música do mundo.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

Rita Redshoes na Queima em Évora


Pouco passava da meia-noite quando Rita Redshoes abriu a quinta noite da Queima da Universidade de Évora. Vestindo de preto e calçando os seus já habituais sapatos de verniz vermelhos, cedo se percebeu que estávamos em frente de uma menina, com uma forte musicalidade e pronta a conquistar o público Eborense. Algumas músicas do álbum "Golden Era" serviram para testar o público e à frase, “e salta Rita, e salta Rita, olé! Olé! ”esta respondeu” vejo que quem me pede para saltar não sabe como é difícil uma senhora manter o equilíbrio em palco, com uns sapatos com saltos desta altura”.

Depois do espectáculo, em conversa connosco, Rita caracterizou o público presente como muito entusiasta, à pergunta como estavam a decorrer as actuações nas festas académicas, a cantora de Loures referiu " Muita gente é simultaneamente assustadora e entusiasmante".

Quando lhe perguntámos como estava a ser aceite o seu último álbum, a cantora de "Dream on girl" assume que, apesar do sucesso do álbum, prefere " aperfeiçoar, para não estagnar", ao invés de olhar para os resultados, que "obviamente" a surpreendem.

Quando lhe falamos nos concertos dos próximos dias 28 e 29 de Maio, no Cinema São Jorge, em Lisboa, disse: “Serão uma celebração do último ano “ e “do que aconteceu desde que o disco saiu”. O meu público é verdadeiramente transversal: "Há desde crianças, que devem ver-me como uma personagem (de livro de histórias) com sapatos vermelhos, a uma franja de público mais próxima da minha geração, e ainda um público mais velho, da geração dos meus pais ".

A conversa tinha chegado ao fim. Um beijo, felicidades para a carreira, porque no mundo da música também faz falta.